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SINDARSPEN solicita ao DEPEN - PR que a vacinação contra H1N1 seja realizada nas unidades penais


16/04/2020


Conforme divulgado pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (SINDARSPEN), o Ministério da Saúde antecipou em três semanas a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, a fim de minimizar o impacto sobre os serviços de saúde, auxiliando na exclusão de diagnósticos em virtude da COVID-19, doença provocada pelo novo coronavírus.  A Coordenação Geral do Programa Nacional  de Imunizações alterou os grupos alvos a serem vacinados na segunda fase que começa dia 16 de abril. Nesta data, estão também incluídos os profissionais do sistema prisional e presos.

A Secretaria do Estado da Saúde informou que a segunda fase da vacinação começou oficialmente no Paraná, no dia 16 de abril, em todos os Postos de SaúdeImportante informar que os policiais penais, portanto, tem prioridade no atendimento nos postos. Mas, o SINDARSPEN solicitou às autoridades competentes que a imunização seja feita nas unidades penais para assegurar est direito a estes servidores, que integram o rol de profissões que não podem parar em momentos como este, de pandemia.

No Paraná, não há nada organizado de forma oficial até agora para que a vacinação possa ocorrer nas unidades penais.  Na semana passada, dia 09 de abril, a diretoria do SINDARSPEN, oficiou o Departamento Penitenciário do Paraná (DEPEN-PR) solicitando informações quanto à organização da vacinação nas unidades penais, como já ocorreu em anos anteriores. A resposta não veio.

O presidente do SINDARSPEN, Ricardo de Carvalho Miranda, cobrou por telefone um posicionamento do diretor do Departamento Penitenciário (DEPEN-PR), Francisco Caricatti, neste dia 16 de abril (data do início da segunda fase da vacinação) e a resposta foi “que haviam prometido para o dia 09 de maio”, porém, sem confirmação também para esta data.

Os servidores do sistema prisional, além de estarem expostos à contágio, não podem parar. Por isso, o Sindicato reitera que é bastante importante que este profissional possa ser vacinado no seu local de trabalho, facilitando a imunização e não o colocando em mais risco em sua movimentação até os  postos de saúde.

“O policial penal já enfrenta carga horária complexa e extenuante de trabalho, tendo dificuldades muitas vezes de ir até um posto de saúde, local que recebe a população como um todo. A omissão das autoridades competentes, neste caso, acarretará em consequências graves, como doenças e afastamentos. Além do descaso do Estado para com a saúde de servidor que, em tempos de pandemia, merecia total apoio”, contesta Ricardo de Carvalho Miranda, presidente do SINDARSPEN.

O Sindicato continuará em contato com os órgãos competentes para que a vacinação aconteça o mais rápido possível nas unidades penais.   


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