SINDARSPEN apura casos de gestores que estão tentando boicotar campanha de segurança de policiais penais no Paraná



Desde que os policiais penais do Paraná iniciaram a operação padrão Segurança em 1° Lugar, várias unidades do estado tiveram que se readequar para trabalhar apenas em conformidade com o Caderno Práticas de Segurança do DEPEN, documento que sistematiza os procedimentos de funcionamento dos estabelecimentos penais no estado. As readequações se deram, em muitos casos, pela falta de regulamentação das atividades.

A operação padrão vem crescendo em todas as regiões e a direção de algumas unidades vêm tentando boicotar a operação que visa que os servidores só trabalhem em pleno cumprimento das determinações legais.

O SINDARSPEN está apurando três casos. Em um deles, a Direção da unidade não permitiu que os cartazes de orientação sobre a campanha de segurança fossem fixados no local. Antes, o mesmo diretor já havia pedido para que fosse retirada a faixa em defesa das pautas da categoria (como pagamento das promoções atrasadas, da data-base e a implantação de um plano de carreira justo), que estava fixada em frente à unidade.

Em outro caso, a Direção tem tentado boicotar a operação Segurança em 1° Lugar trocando os policiais penais de equipe, prejudicando a vida pessoal desses trabalhadores como represália.

O terceiro caso trata da coincidente exoneração do chefe de Segurança de uma unidade, após os policiais penais do local se recusarem, diante da falta de regulamentação, a fazer escolta de um preso para o hospital. Segundo relatos da equipe ao SINDARSPEN, o chefe de Segurança teria informado sobre a recusa para a Direção da unidade sem dar os nomes dos servidores do movimento, agindo como deve um servidor que mesmo em cargo comissionado respeita a sua categoria. “O chefe de Segurança disse para a Direção que a decisão para não fazer escolta de preso em hospital era uma decisão coletiva, de toda a equipe. Mas a Direção da unidade queria que fosse dado os nomes de quem fez a recusa. Ele não fez isso e foi exonerado como retaliação por não ter boicotado o movimento dos trabalhadores”, conta um policial daquela unidade, que prefere não se identificar por medo de represálias.

Diante das denúncias, o SINDARSPEN está tomando todas as providências para responsabilizar judicialmente toda e qualquer prática de assédio moral e antissindical contra os policiais penais que exigem trabalhar dentro da legalidade. Se algo semelhante acontecer na sua unidade, entre em contato imediatamente com o Sindicato.

A entidade lamenta que, diante da necessidade de união entre todos os policiais penais, ainda haja quem se permita oprimir os colegas de colete ignorando que a luta por melhores condições de trabalho e pela garantia dos direitos beneficia toda a categoria, independentemente do cargo momentâneo ocupado. 

O Sindicato faz também questão de aplaudir a todos os servidores que seguem lutando por seus direitos e que respeitam a vida, colocando a segurança de toda a sua equipe em primeiro lugar.  

Fique por dentro do passo a passo da operação Segurança em 1° Lugar

Nesta quinta, participe da reunião semanal do SINDARSPEN e fique por dentro do andamento das lutas da categoria. 
15/07, às 20h.
Para participar, basta acessar este link no horário marcado.